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Jaraguari,09/04/2026

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Vereador Joaquim cobra Energisa e pede audiência pública após quedas constantes de energia em Jaraguari

Parlamentar afirma que comunidade rural sofre com interrupções prolongadas; Câmara debate convocar representantes da empresa e órgãos de defesa do consumidor.


Vereador Joaquim cobra Energisa e pede audiência pública após quedas constantes de energia em Jaraguari

Na sessão ordinária realizada no dia 21 de outubro, o vereador Joaquim fez duras críticas à concessionária Energisa, responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul, ao destacar as constantes quedas e interrupções no município de Jaraguari, especialmente na zona rural.

Durante seu pronunciamento, o vereador citou que na região do Jaraguari Velho uma das ruas ficou mais de um dia sem energia, segundo relatos de moradores.


“Não é fácil lidar com a Energisa. Eles prometem e não cumprem.”


Ele questionou a responsabilidade da concessionária e sugeriu a realização de uma audiência pública para tratar o problema diretamente com representantes da empresa.

O presidente da Câmara Municipal, Peterson Xavier, interrompeu a fala para informar que uma data para a audiência será marcada e que será enviado ofício à Energisa solicitando a presença de um representante na Casa Legislativa. Já o vereador Theocir afirmou estar “levantando a pauta” e avaliando medidas junto ao Procon e outros órgãos de fiscalização. Ele observou ainda que “em outras cidades onde foram realizadas audiências semelhantes, houve resultados concretos e melhoria no atendimento”.


Casos de prejuízo na zona rural

A situação vai além das palavras e tem impacto direto para produtores rurais. Conforme reportagem publicada no site do Campo Grande News, na propriedade denominada Fazenda Pedra Branca, localizada no município de Jaraguari (aproximadamente 47 km de Campo Grande), o fornecimento de energia ficou interrompido desde a última sexta-feira (10 de outubro).

O produtor rural relatou que, em decorrência da falta de energia:



  • Mais de 900 litros de leite foram estragados devido à paralisação da produção.




  • Mantimentos em freezer foram perdidos.




  • O sistema de bombeamento de água ficou inoperante, comprometendo o abastecimento de bebedouros para gado e cavalos.

    Ele afirmou ainda que liga “todo dia” para reclamar, mas só recebe retorno de que “uma equipe foi enviada” — porém ninguém aparece. O problema, segundo ele, já havia ocorrido anteriormente em 2022, quando mais de 15 propriedades foram afetadas após temporal.



A Energisa, por sua vez, informou que equipes foram enviadas à zona rural de Jaraguari para inspeção da rede elétrica e que foi disponibilizado gerador móvel para garantir o fornecimento emergencial ao cliente enquanto os reparos são concluídos. A empresa também apontou que ventos de até 101,5 km/h atingiram a região, causando danos à rede.


Reclamações dos moradores e espectadores

Além do Legislativo e dos produtores, a questão repercute na comunidade geral. Durante a transmissão ao vivo do programa “Bate-Papo com Leandro Feitosa”, diversos espectadores relataram que equipamentos domésticos e rurais têm queimado em razão de oscilações constantes de energia. Foram mencionados itens como bombas d’água, motores, geladeiras, freezers e até ordenhadeiras.

Muitos participantes também se queixaram da burocracia no processo de ressarcimento junto à Energisa, que exige nota fiscal, orçamentos detalhados e prazos extensos, dificultando o procedimento — especialmente para os moradores da zona rural. Um dos comentários que mais repercutiu:


“A gente perde os equipamentos, perde a produção e ainda tem que provar que a culpa é da empresa. Fica difícil.”



Por que este debate é urgente



















A fala do vereador Joaquim encontra ressonância na prática: os danos à produção rural e ao cotidiano dos moradores evidenciam que a questão é uma prioridade para o município. A ausência prolongada de energia elétrica não apenas gera prejuízos econômicos diretos — como o leite perdido — como também compromete animais, equipamentos, bem-estar e segurança.

A sugestão de convocar uma audiência pública com a concesssionária ou recorrer a órgãos de defesa do consumidor ganha força diante de relatos que apontam para problema recorrente e generalizado, atingindo famílias, proprietários e pequenos comerciantes.




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